O presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira diz ainda que se iniciaram negociações entre Governo e sindicatos sobre a carreira de enfermagem.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira (SERAM), Juan Carvalho, diz que a aprovação em Conselho de Ministros de um suplemento para os enfermeiros especialistas, no valor de 150 euros, é um passo positivo mas alerta que esta proposta não vem de encontro às reivindicações dos sindicatos que pediam 412 euros de forma a fazer uma harmonização com outros profissionais da área da saúde nas mesmas condições.

Juan Carvalho explica que esta medida tem que ser enquadrada num quadro negocial entre sindicatos e governo.

O sindicalista explica que uma das propostas apresentadas pelas CNESE resultava do processo negocial feito pelo executivo com outros profissionais da saúde que chegou aos 1613 euros enquanto os enfermeiros especialistas tinham 1201 euros.

“De forma a existir uma harmonização entre profissionais da saúde nas mesmas condições foi apresentada uma nova proposta que previa esses 412 euros de diferença”, realça. Juan Carvalho diz que as Finanças referiram que não existia cabimento orçamental.

Juan Carvalho realça que este suplemento de 150 euros, é imposto pelo executivo, que não subscrita pelos sindicatos.

Apesar disso Juan Carvalho refere que este suplemento “não sendo o que foi reivindicado” acaba por ser “um passo positivo” e um reconhecimento das competências dos enfermeiros especialistas.

Juan Carvalho diz os enfermeiros especialistas passam a ter este suplemento de 150 euros de forma transitória até à revisão da carreira.

O presidente do SERAM diz ainda que se iniciou também o processo negocial para a revisão da carreira de enfermagem em que se vai discutir assuntos como a estrutura da carreira, o acesso a cada uma das categorias, e ainda a compensação salarial de forma a que se possa valorizar todos os enfermeiros.

Nessa negociação da carreira de enfermagem Juan Carvalho acredita que esta questão dos enfermeiros especialistas possa ser mais um assunto em discussão entre sindicato e Governo

fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt

 

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