Mas quais descongelamentos? Já estamos em Maio e lamentavelmente não se assiste a qualquer efeito dos reposicionamentos do processo de descongelamento de funcionários [enfermeiros] que deveriam ter acontecido e não aconteceram”. Esta é mais uma declaração de mais um dirigente sindical que o DIÁRIO está a ouvir esta manhã numa reacção ao facto de o descongelamento das carreiras ter impacto superior a 5,6 milhões e em que 4.500 funcionários já têm os respectivos vencimentos actualizados.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira diz que em determinados sectores da classe enfermagem existe “revolta” ou “desmotivação” chegando ao ponto, confessa, de existirem “pessoas desacreditam nos processos que são anunciados”, o que na sua opinião “é muito mau que isso aconteça” justamente por apontar casos de enfermeiros que “já estão há 10, 12 e 15 anos ‘congelados’”.

“Que eu saiba ninguém recebeu qualquer comunicação sobre os pontos decorrentes da avaliação do desempenho de acordo com as regras do Orçamento de Estado, portanto aquilo que o DIÁRIO traz hoje não abrange os enfermeiros do Serviço Regional de Saúde, o que se lamenta porque é uma medida inserida no Orçamento Estado de 2018, com efeito de 1 de Janeiro”, manifesta em jeito de crítica.

Juan Carvalho entende, em parte, que não é fácil fazer um levantamento do contingente de pessoal que integra o SESARAM e notificar individualmente as respectivas avaliações, “mas já era uma situação que deveria estar a acontecer e já deveria estar a ser aplicada”.

De resto, afirma que as duas actualizações que foram efectuadas durante o período de congelamento “não configuram” na visão do sindicato qualquer progressão ou promoção”.

 

Fonte: dnoticias.pt