GREVE GERAL DE 11 DE DEZEMBRO — UMA FORTE ADESÃO DOS ENFERMEIROS DA MADEIRA E DO PORTO SANTO
O SERAM aderiu à Greve Geral de 11 de dezembro, registando uma forte adesão dos enfermeiros a esta luta, em torno dos 75%. Este resultado demonstra, de forma inequívoca, a força, a união e a determinação dos enfermeiros da Madeira e do Porto Santo.
A elevada participação transmitiu um sinal firme que os enfermeiros rejeitam claramente o pacote laboral proposto pelo Governo da República.
Mas traduziu igualmente um aviso contundente à Secretaria Regional da Saúde e ao SESARAM, reafirmando que os problemas que afetam estes profissionais exigem soluções imediatas e concretas. Entre as reivindicações prioritárias destacam-se:
- Admissão urgente de todos os enfermeiros da reserva de recrutamento, face à carência grave de profissionais no Serviço Regional de Saúde, cujos impactos na organização, no funcionamento dos serviços, nas condições de trabalho e na resposta aos cidadãos atingiram um nível insustentável.
- Execução da norma legal que atribui excecionalmente 4 pontos no biénio 2023/2024 no âmbito da avaliação do desempenho para todos os enfermeiros do SESARAM e da EPERAM, recusando qualquer forma de discriminação entre trabalhadores.
- Abertura de procedimento concursal para a categoria de Enfermeiro Especialista, abrangendo todos os profissionais titulados que exercem no SESARAM, garantindo progressão e reconhecimento justo da diferenciação profissional.
- Atribuição dos pontos aos enfermeiros em cedência de interesse público durante o biénio pandémico de 2019/2020, corrigindo uma injustiça que persiste há demasiado tempo.
- Pagamento imediato das remunerações variáveis em atraso relativas a janeiro de 2021, janeiro de 2023 e janeiro de 2025, valores que o SESARAM e a EPERAM não podem continuar a adiar.
- Reposição do meio ponto decorrente do período (2004 / 2014), no âmbito do congelamento das carreiras da Administração Publica.
A Greve Geral de 11 de dezembro demonstrou que os enfermeiros da Madeira e do Porto Santo não baixam os braços. Estão unidos na defesa da profissão, dos seus direitos e, acima de tudo, da qualidade dos cuidados prestados às populações.
O SERAM reafirma o seu compromisso de continuar esta luta, exigindo respeito, justiça e a concretização das soluções que estes profissionais há muito merecem.